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As cores

Butterfly!

Talvez esta seja a grande responsável por essa minha paixão incondicional pela fotografia. Desde o início, pelo fato de eu ser muito detalhista, sempre me preocupei com a questão das cores e, cutucando minha câmera daqui, dali, acabei “descobrindo” como ajustar as cores do meu jeito, após isso, deixei de lado as programações pré-definidas da câmera e criei o meu próprio modo. Já a idéia de mexer no White Balance da câmera, outra parte essencial para se obter cores excelentes, surgiu através de uma conversa com um amigo, lembro bem dele dizendo que eu iria adorar ver os resultados obtidos entre os diferentes modos de WB que havia na câmera e, de fato, foi surpreendente. Desde então, tenho trabalhado só com a opção “flash” ativada, os tons que consigo com ela me agradam mais que os outros, pois o resultado que se obtém com esse modo ativado num dia de nuvem, por exemplo, é semelhante ao de um dia ensolarado, sendo que quando faz sol mesmo, se consegue tonalidades ainda mais quentes do que se conseguiria caso a opção “auto” estivesse ativada.

Não bastasse a gama de possibilidades que se tem em mãos só com esses pequenos ajustes nos parâmetros da câmera e no WB, ainda há a parte final de todo esse processo para a formação da imagem agradável aos olhos da maioria daqueles que as vê, a edição. Ahh, antes mesmo de começar a fotografar, eu já era fascinado por edição de imagens e, quando rumei ao mundo da fotografia, essa paixão aumentou ainda mais, minhas edições eram super exageradas no início, eu admito, mas não demorou muito para eu conseguir ter um olhar mais apurado para elas. Gosto de poder editar minhas imagens por sentir que ao fazer isso, as torno ainda mais minhas, é como se acrescentasse nela uma marca do tipo “aprovada por mim”, sabe? Isso sem contar que tenho a possibilidade de tornar ainda mais perfeito o registro que tanto quis guardar…

Bem, vou encerrar esse post pedindo desculpas por demorar tanto para colocar algo por aqui. Nossa, fazia tempo mesmo que não colocava nada, heim?! Então, desculpas a todos, ok? No mais, brinque com a sua câmera, faça seus ajustes, registre seus momentos e torne-os ainda mais inesquecíveis em suas edições, se achar necessário, é claro. Abraços!

A luz

A luz

Minha paixão pela fotografia começou assim que me deparei com a matéria de “Fotojornalismo” na Universidade, fiquei encantado e não demorei a conseguir um material para começar a aprender de verdade o que era fotografar. Logo no início, achei que a única coisa importante no ato de se fazer a fotografia era apertar o botão e pronto. Na verdade, muitos estão habituados a fazer isso, somente isso. Mero engano o meu…

Uma das minhas grandes dificuldades, inicialmente, era entender o comportamento da luz, não conseguia compreender de modo algum o por quê de certas fotos minhas estarem “brancas”, se diminui o ISO para 100, como podia?! Na prática, apanhando dela, reparei o meu erro e comecei a brincar com ele. Não posso dizer de forma alguma que sei tudo sobre “controle de exposição”, nem mesmo sobre “fotografia” no geral. A fotografia, como todos sabem, é um aprendizado contínuo e gradativo, você não aprende a sensibilizar seu olhar do dia à noite, não mesmo. Posso dizer sim que aprendi muita coisa, o suficiente para saber que nunca deixarei de aprender outras mais.

Passado um ano, já sabendo um pouco do funcionamento do ISO, diafragma e velocidade do obturador, me deparei com uma luz linda que o sol desenhava em minha mão. Não era aquela luz das 16:00 da tarde com a qual me deparei há um ano atrás, não era a grande causadora do “embranquecimento” das minhas fotos e, mesmo que fosse, eu saberia como contorná-la. A questão é que fazia uma luz belíssima, eu estava distraído quando vi meus dedos vermelhos e, assim que percebi, fiquei me tentando a pegar minha câmera, não demorou muito e lá estava eu fazendo algumas fotos com ela. Essa que vocês vêem é uma delas, só que não se trata da minha mão, mas sim do meu irmão, que não conseguia se comportar por um instante sequer, 4 anos de idade! Bom que consegui capturar do jeito que queria.

O fotógrafo

 

O fotógrafo

Independente do equipamento usado, o que realmente conta na hora de se fazer uma foto, não são os “milhões de pixels” que a câmera traz consigo, mas aquele que está utilizando esses pontos para montar a imagem. Brincar com as formas que a luz adquire pode parecer uma tarefa simples na teoria, mas, na prática, é bem diferente.

Há muitos elementos importantes que precisam ser definidos na hora de se fazer uma foto, dentre eles, o que eu considero primordial, além, é claro, dos ajustes feitos na própria câmera, é a escolha do ângulo que este utilizará para registrar a imagem. O fotógrafo não quer parecer “clichê”, não, ele sempre quer mais, se arrisca, se for necessário, joga-se no chão, pendura-se lá no alto de uma árvore, fica à beira do rio, correndo o risco de escorregar e perder seu equipamento, mas, quem se importa? Afinal, queremos obter um ótimo registro ou um registro como um outro qualquer? São pontos como esses que diferencia “um fotógrafo” do “o fotógrafo”.

Quem nunca ouviu falar que “uma imagem vale mais que mil palavras”? Então, quantas palavras você quer fazer valer a sua?